Primeiro Sinal: Você sente que está constantemente sobrecarregado?
A sensação de estar sempre correndo, tentando resolver pendências e dar conta de tudo pode se tornar tão frequente que passa a parecer normal.
Muitas pessoas acordam já pensando nas tarefas do dia, seguem conectadas às responsabilidades ao longo de toda a jornada e encerram a noite com a sensação de que ainda ficou algo por fazer.
Com o tempo, esse estado constante de alerta pode ser interpretado como parte da rotina.
Mas nem sempre é.
Sentir-se ocasionalmente sobrecarregado faz parte da vida. Existem períodos naturalmente mais exigentes, tanto no trabalho quanto na vida pessoal.
O problema surge quando a sobrecarga deixa de ser uma situação temporária e passa a ser um estado permanente.
Nesses casos, o organismo permanece em constante mobilização, como se estivesse sempre se preparando para responder a uma nova demanda.
Muitas vezes, os sinais aparecem de forma sutil:
Dificuldade para relaxar mesmo em momentos de descanso;
Sensação de que o dia nunca é suficiente;
Preocupações constantes;
Irritabilidade;
Cansaço frequente;
Dificuldade para se desconectar do trabalho;
Sensação de estar sempre atrasado ou devendo algo.
Ao longo de mais de 25 anos acompanhando profissionais em diferentes contextos organizacionais, observei que muitas pessoas altamente comprometidas acabam acreditando que viver sob pressão constante é uma demonstração de responsabilidade.
No entanto, existe uma diferença importante entre dedicação e sobrecarga.
A dedicação contribui para o desenvolvimento e para a realização de objetivos.
A sobrecarga prolongada, por outro lado, tende a consumir energia física e emocional, prejudicar a qualidade de vida e aumentar o risco de problemas relacionados à saúde mental.
Quando o estado de alerta se torna permanente, o organismo encontra dificuldade para recuperar recursos emocionais importantes.
Por isso, algumas pessoas passam a sentir que estão constantemente cansadas, mesmo após períodos de descanso.
Observar esses sinais não significa concluir que existe necessariamente um transtorno psicológico.
Mas pode ser um convite para refletir sobre como está sua relação com o trabalho, com as responsabilidades e consigo mesmo.
Nem sempre o sofrimento emocional surge de forma abrupta.
Muitas vezes, ele começa exatamente assim: através de uma sensação persistente de estar carregando mais do que consegue sustentar.
Reconhecer isso não é sinal de fraqueza.
É um passo importante para cuidar da própria saúde mental.
Felipe de Carvalho Sobral Psicólogo Clínico – CRP 06/93069
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) | Psicopatologia
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